• Sobrevivi, e agora? #1 - Será o fim ou apenas um recomeço?

    Nesta série escreveremos sobre vários aspectos deste tipo de aventura, o temível APOCALIPSE, explorando suas possibilidades em vários aspectos diferentes.
    Cada post da série falará sobre um assunto dentro do tema e seguiremos até que eles se esgotem ou cansemos do assunto.

  • Armas, digo, “quase” armas

    Toda arma causa dano, mas nem tudo que causa dano é uma arma, partindo deste principio esse post se dedica a armas improvisadas, objetos pegos ao acaso durante o combate e a armas quebradas, em decomposição ou baratas demais.

  • Interpretando Gênios

    Interpretar uma inteligência abaixo da sua é fácil e geralmente também muito engraçado, mas quando a IQ do personagem supera a sua eis que surge o verdadeiro desafio.
    Como pensaria um ser de inteligência superior a sua?

  • Um Dia Triste - Quando um Personagem Morre

    Não é de hoje que a morte de um personagem é tratada como algo ignorável nas mesas de RPG.
    Vejamos as consequências da morte de um personagem e as reações que ela pode causar nos companheiros do herói que se foi.

  • GURPS Medieval Fantasia Existe

    GURPS é famoso por seus muitos livros e regras, que possibilitam uma variedade imensa de campanhas, desde viagens interplanetárias a policiais magos contra vilões alienígenas.
    E por que não, o famoso Medieval Fantasia?

  • Desvantagens - A alma do seu personagem

    Não é de hoje que os jogadores utilizam as desvantagens para ganhar mais pontos na ficha ou até procuram desvantagens que parecem “vantajosas” pra seu personagem.
    Vou tentar explicar como escolher-las e como utilizá-las.

-A+Aterça-feira, 13 de dezembro de 2011

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Apresentação e RPG "do bem"

Fala polvo!

Bom, meu nome é Lucas (lucao8000, RastaSam, @lucomics... como preferirem), sou de Minas Gerais, tenho 25 anos e já experimentei de quase tudo nesse universo do RPG (sistemas, estilos... só não joguei Tagmar ainda). Tenho certa experiência com blogs de RPG porque já fui colunista de um (Hora da XP, vira e mexe vocês verão referências dele nas minhas postagens) e vou tentar postar meus artigos por volta das 13 horas. Durante muito tempo colecionei as publicações da Editora Daemon, por isso escolhi esse como meu tema central. Nessa coluna de terça feira eu vou explorar pequenos detalhes e defeitos do sistema, dar dicas sobre cenários e roleplay, apresentar idéias para aventuras, comentar adaptações, sugerir house rules, falar sobre coisas triviais, enfim... tentar passar um pouco da experiência que eu acumulei em quase onze anos como jogador e narrador.

Vou pedir desculpas aos leitores, mas quero abordar o RPG de maneira um pouco mais genérica nesse primeiro post, pra depois chegar ao Daemon em si. Faço isso porque há alguns anos atrás aconteceram umas coisas lamentáveis, que trouxeram o RPG pra mídia de maneira negativa. Pode-se dizer que todo RPGista já sofreu alguma discriminação por causa disso, sendo que de certa forma, tudo teve início com um livro de Trevas (da Editora Daemon), que descansava pacificamente na prateleira de um jogador como tantos outros, mas foi encontrado na mais trágica das circunstâncias.

Problemas com a mídia, exploração sensacionalista e irresponsável dos fatos, reações infelizes de alguns supostos jogadores de RPG, tudo isso acabou tendo efeitos devastadores no bom nome dos praticantes desse hobbie. É importante frisar que isso tudo aconteceu porque (até hoje) a “classe RPGista” não é exatamente unida. Blogs ajudam muito nesse tipo de situação, por isso eu acredito que é meio como um “dever” nosso passar informações de maneira leve e clara, pra que mesmo quem não joga possa entender sem nos estigmatizar.

Isso envolve muito mais do que só clareza de informação, também cabe ter bom senso e consciência de que existe hora e lugar pra tudo. Discutir o futuro daquele NPC traíra que vem arrebentando com o grupo nas mesas de domingo pode parecer bacana pra quem está inteirado da situação, mas fazer isso na fila da cantina da sua escola ou faculdade vai se parecer mais com a premeditação de um assassinato. Ir pra sessões de live-action e se vestir como um vampiro europeu do século XIX é legal também, mas evitar parecer um manequim de funerária no ponto de ônibus vai ser de grande ajuda pra retirar esse estigma de todos nós.


Temos que ser sábios o bastante pra conseguir separar nossa vida do nosso hobbie. Apresente seus amigos pra sua família, converse abertamente sobre as coisas, mas aborde certos assuntos com cuidado (pois nem todo mundo sabe do que se trata), tente não se isolar das pessoas achando que você é melhor do que elas porque joga RPG, e acima de qualquer outra coisa, evite ao máximo fazer parecer que você esconde alguma coisa, ou que jogar RPG é uma coisa errada (porque não é). RPG às vezes lida com temas pesados e até sinistros, mas cabe a nós, jogadores, saber pesar as informações e passa-las da maneira correta pras pessoas que nos cercam. Nosso passa tempo é tão inocente quanto jogar baralho ou passear no shopping.

Por mais que machuque admitir, esse tipo de atitude empurra nossa diversão cada dia mais pras sombras. Bom, antes que eu comece a perder o foco e cansar todo mundo com um testamento, vou deixar esse tema mais em aberto pra vocês comentarem e tal...

Grande abraço pessoal, obrigado pela atenção.